sábado, 15 de dezembro de 2007

A inclusão na educação pública

Desde o mês de outubro deste ano, muitos profissionais da educação do Estado de São Paulo estão com os "cabelos em pé" ao receber a notícia de que, no ano letivo de 2008, todos os deficientes serão incluídos nas salas de aula. E agora, o que fazer? Isso é um absurdo, dizem, não sei lidar com "essas crianças"! Honestamente, eu sei como lidar, e isso não acontece somente pelo fato de ter sido formada especialista nessa área, ou por ser apaixonada pela educação especial, eu sei "lidar" com essa situação apenas por uma palavra: respeito. Aquele mesmo que é garantido na Constituição Federal, no ECA, na LDB e em todas as Leis que garantem os direitos humanos. Assim sendo, precisamos encarar essa inclusão como um desafio, como uma corrida de obstáculos, que vai precisar não somente de "professores atletas", mas de pais e familiares torcedores, treinadores e participantes dessa nova etapa, na qual aquilo que muitos olhos jamais viram, possa ser não somente observado mas vivenciado por toda a população.
Mais que surdos, cegos ou deficientes físicos, esses alunos também farão parte do futuro de nosso país e, como tal, devem ser formados cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade, seus direitos e deveres e, principalmente, devem vivenciar a pratica da palavra respeito. Se não por aceitação, que seja por amor ao próximo e que sirva de aprendizado, valorização a vida e um novo olhar para o mundo.
"Muitas vezes o silêncio fala mais que mil palavras....assim é o mundo dos surdos!"

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